quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Assassinato de um amor


Haviam conversado e tudo terminara bem, mas Renata precisava sair. Paulo consentiu e ficaria a sua espera. Renata iria ao shopping, mas já voltaria. No caminho de volta, porém, Renata encontrou Fernanda.  Conversa vai, conversa vem e Fernanda convida Renata para ir a uma igreja que havia ali de frente, conhecida como Sara Nossa Vida. Convite que logo foi aceito.
Enquanto isso Paulo continuava a sua espera sem saber que Renata havia saído com uma amiga — Renata esqueceu-se de avisar — E Paulo começou a imaginar uma infinidade de coisas e algumas muito terríveis. Onde será que Renata estaria...  Perguntava-se Paulo a todo instante.
Renata ao voltar da igreja estava tão cansada que resolveu ir direto para casa e lá chegando pegou logo no sono. No dia seguinte, lembrou-se que Paulo ficara lhe esperando. Arrumou-se rapidamente e foi em seu encontro, morava a poucos quarteirões dali. Lá chegando, encontrou Paulo em meio à sala sentado ao sofá com uma arma nas mãos e sem dar chances para que Renata se explicasse alvejou-a ali mesmo na entrada , à queima roupa, com um tiro no peito.
Pouco antes de morrer Renata ainda indagou:
— Por que tu fizeste isso, meu amor? — Com uma voz moribunda.
— Não te disse que esperarias?! Hã? Onde fostes? Tens um amante, não tens?  Hein?! Vamos, diga logo, eu sei que tens um amante! — Paulo havia passado a noite em claro a sua espera, como prometera — Você sabe que sou impaciente!
E as últimas palavras que Renata conseguira balbuciar foram:
— Meu amor, eu n... — E deu seu último suspiro.
Paulo então viu o grande erro que acabara de cometer e percebeu que ela sempre o amou. Era ele, sim, ele que nunca confiara, realmente, em Renata. E perdeu assim seu grande amor. 

                                                                                   (Don Ruan Das Vilas Boas)

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