Haviam conversado e tudo terminara bem, mas Renata precisava sair. Paulo
consentiu e ficaria a sua espera. Renata iria ao shopping, mas já voltaria. No
caminho de volta, porém, Renata encontrou Fernanda. Conversa vai,
conversa vem e Fernanda convida Renata para ir a uma igreja que havia ali de
frente, conhecida como Sara Nossa Vida. Convite que logo foi aceito.
Enquanto isso Paulo continuava a sua espera sem saber que Renata havia
saído com uma amiga — Renata esqueceu-se de avisar — E Paulo começou a imaginar
uma infinidade de coisas e algumas muito terríveis. Onde será que Renata
estaria... Perguntava-se Paulo a todo instante.
Renata ao voltar da igreja estava tão cansada que resolveu ir direto
para casa e lá chegando pegou logo no sono. No dia seguinte, lembrou-se que
Paulo ficara lhe esperando. Arrumou-se rapidamente e foi em seu encontro,
morava a poucos quarteirões dali. Lá chegando, encontrou Paulo em meio à sala
sentado ao sofá com uma arma nas mãos e sem dar chances para que Renata se
explicasse alvejou-a ali mesmo na entrada , à queima roupa, com um tiro
no peito.
Pouco antes de morrer Renata ainda indagou:
— Por que tu fizeste isso, meu amor? — Com uma voz moribunda.
— Não te disse que esperarias?! Hã? Onde fostes? Tens um amante, não
tens? Hein?! Vamos, diga logo, eu sei que tens um amante! — Paulo
havia passado a noite em claro a sua espera, como prometera — Você sabe que sou impaciente!
E as últimas palavras que Renata conseguira balbuciar foram:
— Meu amor, eu n... — E deu seu último suspiro.
Paulo então viu o grande erro que acabara de cometer e percebeu que ela
sempre o amou. Era ele, sim, ele que nunca confiara, realmente, em Renata. E
perdeu assim seu grande amor.
(Don Ruan Das Vilas Boas)
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