quarta-feira, 13 de março de 2013

'Roupa não define moral', Será?


Todas as nossas atitudes, sejam elas comportamentais ou psicológicas refletem na nossa maneira de ver o mundo ou o quão somos influenciados por ele. Poder até não definir moral, mas nos mostra, dependendo da roupa, o quão 'exibicionista' (pode ser entendido como livre arbítrio ou livre escolha) uma pessoa pode ser se é que assim podemos classificar. Uma mulher dotada de certos princípios, eu presumo, não deseja tal exposição, sendo ela, pois consciente de sua beleza ou poder de atração mostrar ao mundo seus 'dotes'. Óbvio, também, é que as mulheres tem por natureza a arte da conquista, digo, fazendo-nos correr de um lado a outro nesta disputa para ver qual macho leva a melhor. Ou seja, aquele que foi escolhido por ela é que lhe garantirá uma prole forte e saudável (instinto biológico).  Eis um dos espectros da vida. Perpetuação da espécie. Voltemos à roupa... Não há a necessidade de se usar micro shorts, minissaias e etc., atendendo assim ao apelo da mídia e da população masculina que de um modo geral as incita. Perceba que sou moralista. Não estou proibindo o seu uso. Todavia, acredito que uma mulher que se preze não necessita (precisa) 'exibir-se'. E de nada adianta ter um belo corpo, pois sabemos que na natureza tudo passa, flui... Um corpo é apenas um corpo (para boa parte dos homens isso já diz muito e até para algumas mulheres). É preciso inteligência por parte das mulheres tanto nas escolhas (roupas que usam), como no modo de vida que levam. Precisam de mais virtudes... Roupas também são textos e que nos dizem muitas coisas.

                                                                                                      (Ronan Donato)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Segunda cinza


Como é triste amanhecer e não te ver
Um lugar vazio sempre me pego a olhar
Imaginando estar errado, não pode ser!
Mas sim, naqueles dias não pude lhe encontrar

Encontrar o olhar que me alucina ao ver
O sorriso que busco paciente a esperar
Segunda cinza como pode assim fazer
Sem o meu sol, meu ar, como posso continuar?

O coração já não reage, bate por bater
Perguntando-me quando voltará a acelerar
O sangue pulsa, mas não como dantes a ferver
Só me resta as lembranças para o alimentar

Mas a esperança não tardou a me dizer
E quem sabe ao anoitecer ali te encontrar
Esperança foi assim que tinha que ser
Adormecido, inerte, naquele mundo te achar!

                                                                                                      (Ronan Donato)

terça-feira, 5 de março de 2013

Dias fugidios

Nos dias fugidios houve tempo de dor
Havia em mim um vazio desigual e disforme
Neles eram trevas e desolação de alma inquieta
Pois distante estava o meu Ser das essências

E neles tentava voltar os olhos sem força
Tardes os dias aqueles em que deixei passar
Claras noites em conjecturas inacabadas
Vendo-a sempre ao longe a transitar entre as gentes

Em minhas memórias...
É inacabado o findar e das dores ressurge o pó
Pois o Senhor trouxe-me novamente à paz
De nos teus puros dias passar, repassar, ser e morar

                                                                                                      (Ronan Donato)