terça-feira, 5 de março de 2013

Dias fugidios

Nos dias fugidios houve tempo de dor
Havia em mim um vazio desigual e disforme
Neles eram trevas e desolação de alma inquieta
Pois distante estava o meu Ser das essências

E neles tentava voltar os olhos sem força
Tardes os dias aqueles em que deixei passar
Claras noites em conjecturas inacabadas
Vendo-a sempre ao longe a transitar entre as gentes

Em minhas memórias...
É inacabado o findar e das dores ressurge o pó
Pois o Senhor trouxe-me novamente à paz
De nos teus puros dias passar, repassar, ser e morar

                                                                                                      (Ronan Donato)

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