terça-feira, 11 de outubro de 2011

Esquecido... Estive a pensar

Deixei-me estar esquecido, completamente, por aquela família.
E como se não existisse, ninguém me procurou.
Nenhuma saudade, nenhuma lembrança. Ninguém me procurou.
Era como se não mais existisse. E naquele instante não existia.
O tempo, este como um carrasco, não perdoou.
Foi tomando de assalto às recordações que haviam ficado.
E a família, onde está? Será que ainda se lembram de mim?
São muitos anos para serem relegados desta forma. Fui esquecido?
Realmente, acho que me esqueceram. Todo esse tempo e nem um “oi”.
Guardo lembranças, foi o que restou... Família. O que um dia tive sem ter.
Hoje ando errante a vaguear. Sem direção, sem sentido ou módulo.
A família, furtivamente, vem sempre à mente. O pequeno que ali se encontra... Ele deve se lembrar de mim. Este ainda não foi corrompido pela sociedade. Pelas pessoas, sim, estas que nada sabem e que tudo querem. Querem consumir.
Este que acaba de chegar e ainda não conhece o mundo em sua totalidade.
Repousa no mundo encantado, em um mundo mágico onde tudo pode fazer.
Este cresce longe de mim. Não posso acompanhá-lo. Não posso vê-lo.
E novamente penso na família. Como será que estão?

                                                                                                     (Ronan Donato)