Aos vinte

Cantarei cores de saudades
No dia em que não a tiver
Chorarei lágrimas de verdade
Ao pensar: poderia ser minha mulher
E nas cores chorosas cantando
Saberei que o amor dos vinte anos
Valeu-me pela vida inteira
Não foi amor brincadeira
Aumentava em constante harmonia
Pois me lembro ainda dum dia
Do doce que nunca esquecera
Doce que das mãos emanavam primícias
Perdia-me, assim, nas delícias
Nos sabores de sua beleza
Esta que nunca haverei de encontrar
Queria tê-la em meu lar
Seria minha principessa
Sôfregos dias das primeiras palavras
Todos envoltos calados de pura emoção
Observando seus fios, seus olhos, seus passos
Sentia-me todo abobado
Sentia o meu coração
É vindouro o dia da dor
Em que lá não irei te encontrar
E cantarei saudades das cores
Por aos vinte, quieto, te amar
                                                                                                      (Ronan Donato)

Sábado, 24 de setembro de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário