Era Eu, novamente

Era Eu, novamente, a pensar
Quando num dia a encontrara
Era Eu, novamente, a escrever
Pensar no Eu, ah! Não imaginara
Era Eu, renitente, sem saber
Tanto era que não fui mais Eu
Era Eu, punha-me a pensar
Naquela flor tão branca e cobiçada
Era Eu, sempre. Desejei a flor
Que no Eu pudesse sempre a ter
Era Eu, sim, pujante, queria a flor
Tanto que não fui aquele dia Eu
Era Eu, onde está minha flor?
Queria a flor... Sou todo, sempre Eu
Queria o que não foi. Eu
Era Eu, mais uma vez, sempre
Gritei! Flor sou todo Eu
Era Eu, novamente, querendo amar
E a flor ao me encarar olhou e disse:
Tu dizes que é m’Eu?
Era Eu, hoje e sempre. Novamente...
Querendo a flor levar
Pois era Eu. Ora! Eu sempre.
Vou pra sempre aguardar.
Era Eu, sempre, Jasmim
Em ti. Eu era,
Novamente a cobiçar...
Era Eu, sem pensar.

                                                                                                      (Ronan Donato)

Sábado, 03 de setembro de 2011

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