Aquele que vaga em meio à
multidão não é Eu
Sim, aquele que vagas entre os
povos não é quem um dia foi/fui.
Ah aquele que viste em meio à rua
já não é o mesmo
Que vês aqui a poetizar em seus
pequenos espaços
Este, lhe afirmo não é aquele que
lá estava.
Este sou Eu! Este é aquele que
uns poucos se permitem ver
Ah maldita sociedade deturpadora
de nobres almas
Corrompi-os sem que percebam,
afligi-os com suas mazelas.
Apoquenta-me com teus
preconceitos e tuas ‘verdades’ ditas em uníssono ‘Únicas’ pela maioria que se
diz detentora dessas mesmas ‘verdades’. Não me digam suas verdades! Hipócritas.
Sou um falso. E falsificado quero ser. Morram com suas verdades. Tirem de mim os seus padrões, suas estéticas
e seu consumismo barato. Raça de víboras.
Sinto-me em paz não sendo
original... Sinto-me em paz sendo um louco. Na loucura encontro-me na paz de
minha alienação doentia incompreensível aos olhos desta chusma ignara. (Com um
ketchup desci numa boa — risos)
Aqueles poucos já me bastam para
seguir em frente. Come on my friends!
Corrompi-me pólis sem ao menos
defender-me, dignamente, como um dos ‘teus’, frente aos que tanto estimo.
Humilha-me. Estes que sempre riem de tudo, que já não ligo são como não fossem.
São o que não era. São o pó que a de tornar a ser. Como fui outrora.
(Ronan Donato)
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