Vejo a plântula que cresce em meio ao campo de
pedras
Num vale cinza de uma grande selva de arranha-céus
Onde a ausência de cor não a impede de ser feliz!
Observo a flor que emerge forte e resistente
E imagino se ali, junto à flor, poderei também viver
Banhar-me-ia em tal simplicidade para somente amá-la
Ser a flor e não ser. E assim ser esquecido
Se rara flor pudesse amar... Todavia a amo
Cresça minha flor. Quem sabe um dia...
Eu desfrute de tua beleza e me embriague em teu
perfume
E petrificado viva como se nós fossemos apenas um
Dê-me uma semente e eu farei dela uma Amazônia
E deixar-me-ei perder em tuas entranhas para nunca
mais ser encontrado
Basta-me apenas um ‘sim’ para que a alegria se
complete
Não obstante, resta-me apenas um pedido antes da morte:
Dê-me uma semente?!
(Ronan Donato)
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Como sempre um bom e velho romântico e contemporâneo e moderno e... Não dá para classificar, seus textos já têm identidade própria =]
ResponderExcluirVocê não anda publicando muito, não é, Sir Ronan Donato?